sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Concurso "Festas e Tradições"...

Por falta de tempo, vou concorrer com um texto que já tinha postado...


A festa e a tradição da Páscoa na minha vila:

Minha aldeia na Páscoa

É linda a valer

É a Primavera em flor

É Jesus a renascer.

São os sinos a repicar

Para todos ao adro chamar

É a procissão que vai começar

Acendem-se velas para alumiar.

Alumia-se Nª Senhora

E Sto. António com o menino

Que são pelos crentes carregados

Entoando cânticos num hino.

Todos se revezam,

Para o andor carregar.

Uns cumprem promessas

Outros pedidos fazem, a rezar.

É a fé popular

Tradição já muito antiga

Foi a salvação por Nª Senhora

Que do povo foi tão amiga.

Da praga de gafanhotos

Livrou as searas fustigadas

E desde aí o povo prometeu

Sempre fazer as mesmas caminhadas.

Também um bodo se prometeu

Fazer aos pobres, anualmente

Onde nunca faltasse fartura

O carinho, a amizade e o crente.

No recinto do bodo,

Já fervilha o caldeirão

É muita a fartura neste dia

E a ninguém faltará o pão.

Antes do piquenique começar

Lá está o Sr padre para benzer

O pão, o vinho, a carne, a sopa,

E o folar, que todos hão-de comer.

Diz meu pai, por brincadeira

Que aquele vinho a todos faz bem,

Pois é o vinho de Nª Senhora

Abençoado pelo Sr. Padre: amem!

Pois não sei se é do vinho

Ou mesmo do próprio convívio

A alegria espalha-se por todos

Num contagiante alívio.

Também vêm espanhóis para o piquenique

Pois sempre prevaleceu a amizade

Entre estes dois povos vizinhos

Que juntos festejam em fraternidade.

Este ano faltaram os foguetes

E muito triste ficou o Tiago

Pois não pôde ir apanhar a cana

Para com ela brincar no largo.

“Olha a laranjinha

Que caiu, caiu,

Do cimo do monte

Nunca mais se viu…”

Assim canta o grupinho

Que parece mais contente

E logo chega o acordeão

Que dará voz a toda a gente.

E mais uma vez sorriu

Nª Senhora esplendorosa

Por ver a devoção de um povo

Nesta festa tão amistosa.

Espero que sempre haja

Quem continue esta festa

Que se mantenha a tradição

Nesta vila tão modesta.

Cristina R.

Falando da Freguesia de Salvaterra do Extremo,

Concelho de Idanha-a-Nova,

Distrito de Castelo Branco.

3 comentários:

Susana disse...

Olá Critina!

As festas da Aldeia são mesmo muito alegres. E neste caso, como está junto à fronteira, propicia o encontro, não só dos beirões, ma também dos espanhois vizinhos. É claro que nunca falta uma boa "pinga" de vinho, como dizem por aqui,muita música de concertina, para celebrar as festas religiosas, por sinal muito importantes para a aldeia.

Obrigada, por participares nesta blogagem. Uma poesia sempre fica bem aqui, entre textos em prosa.

Bjs Susana

Susana disse...

Ps: Não te esqueças de colar o selo "vote em mim, com o respectivo link para a Aldeia da minha vida, para os teus amigos votarem em ti.

Anónimo disse...

Olá Cristina!
Sou eu, o João. Espero que ainda se lembre de mim! Espero também que as suas férias tenham sido isso mesmo e que me desculpe de ainda não lhe ter agradecido tudo o que de mim tem dito. Começo a ficar, eu sim, sem palavras para agradecer a todos os que fizeram o favor de gostar do que eu fiz. A intenção primeira não era de ganhar prémio. O meu prémio estava ganho desde que olhassem e comentassem o que eu escrevi. Ora como isso não estava a acontecer, vá-se lá saber porquê, eu resolvi "atiçar o cão" e, pelos vistos, resultou. Ainda bem, sempre se falou de Salvaterra!
Desta vez não concorri, devido a falta de tempo, porque este tempo de férias não o permite e convém descansar um pouco. Talvez vá comentar. Se me dispuser a isso!
Entretanto, elaborei um texto sobre o Bodo de Salvaterra e as suas origens, que vou enviar directamente para a Susana. Utilizei a sua foto da Procissão. Espero que não leve a mal! É por uma boa causa!
Se a Susana o "postar", vê-lo-á, caso contrário eu depois envio-lho!
Ah, já me esquecia, felicidades para a sua participação, e espero que comecem a reparar em Salvaterra e no seu trabalho! A avaliar pelos comentários a adesão não tem sido grande. As férias devem ser a explicação.
Eu vou "fugir" mais uns tempos.
Um bem haja, felicidades e até sempre.
João Celorico