sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Um pouco do Outono em Salvaterra...



Como não estou para grandes inspirações, deixo-vos um pequeno vídeo, ao qual nem adicionei comentários, pois penso que as imagens falam por si.
É lindo o Outono em Salvaterra. Para mim, são o Outono e a Primavera as melhores estações do ano, para visitar e permanecer em Salvaterra.
Os campos estão cobertos com tons de verde, castanhos, e dourados, a perder de vista.
Ainda que o tempo tão depressa chova, como faça Sol, há sempre momentos em que podemos sair de casa, e partir à descoberta.
Ao longe as serras, envoltas em nuvens, formam uma paisagem deslumbrante.
As oliveiras encontram-se carregadinhas de azeitonas; muitas delas, por não terem quem as apanhe, vão-se amontoando no chão.
Por todo o lado há musgo: nos muros, nas árvores, no chão…
Há cogumelos por toda a parte: desde o tronco imponente, ao tronco velho caído no chão. São lindos, mas mortais. Aquilo só mesmo para bom conhecedor.
As furdas silenciosas, são testemunhas das nuvens que passam apressadas.
P’lo caminho o avô conta uma história ao neto, que eu tenho uma certa dúvida, se será ou não verdade. Com tanta pedra ao longo dos anos pisada, só aquela é que seria desgastada pelas ferraduras dos animais? Deve haver outra explicação. Cá para mim é apenas uma cavidade natural na rocha, mas como não sou geóloga ou entendida no assunto…
O rio, esse, leva tanta água que já submergiu a única ponte existente, de acesso para a outra margem. O carro que se vê do lado espanhol, é o noticiado carro que caiu ao rio há umas semanas, tendo falecido um dos seus ocupantes. Uma noite de nevoeiro cerrado que, infelizmente, terminou em tragédia.
Na vila, chaminés fumegam e deixam no ar o cheiro da lareira acesa.
Já se faz sentir o frio, mas ainda se suporta bem. Tão bem, que após uma longa caminhada, até já se tiram os casacos.
E quando no céu se forma um belo arco-íris, a criança pergunta:
- Oh mãe, onde é que está a ponta dele…?
Se soubéssemos, há muito que já teriam descoberto o pote de ouro, que dizem estar escondido no fim do arco-íris…
Ai, o que eu não daria para estar agora em Salvaterra… Só lá encontro a Paz…

6 comentários:

aflores disse...

Gosto da Primavera e do Verão. Mas as estações do ano já não são como eram... anda tudo baralhado.

Tudo de bom.

João Celorico disse...

Olá, Cristina!
Parabéns pela produção. Se bem que o “personagem principal” não necessite de grande inspiração, são os trilhos e histórias da minha terra. Em cada pedra, uma história e o povo na sua ingenuidade vai criando muitas outras que vão passando através dos tempos e são motivo do nosso orgulho. Quando não há explicação, o povo arranja-a e sempre a mais simples, sem rebuscados que de verdade também pouco ou nada terão.
Quanto à nossa ribeira, não lhe podem assacar culpas. Os homens, sim, é que bastas vezes lhe faltam ao merecido respeito. Respeito que lhe é prestado, desde sempre, pelas belas e abruptas fragas que a ladeiam.
Pelo que vejo, o Tiago está um salvaterrenho assumido. Já tem o “bichinho” no corpo!

Apenas um aparte. No Facebook li alguém que propõe que se salve o monumento mais belo da nossa terra, o Castillo de Peñafiel! E esta, hein!
Que é um sinal na paisagem de Salvaterra, ninguém o nega, mas nada de exageros!

E, vou terminar:

Venho aqui, só para dizer,
se alguém ainda o não sabe,
já que o Menino vai nascer,
que nunca o Natal se acabe!

Tenha um Bom e Santo Natal, apesar de todas as suas contrariedades.

Abraço,
João Celorico

Anónimo disse...

Amiga uma produção e tanto!!!
Venho é desejar-te um santo e Feliz Natal(apesar...)
Como não tenho a tua aptidão para a escrita,busco... não faz mal pois não?tu entendes o porquê de a minha cabeça já não ser o que era,enfim.Beijinhos para todos.

«Neste Natal lembra-te de que o futuro é que vai trazer à tua vida novas emoções, descobertas e esperanças.
É o novo que vai dar origem a novos projectos, novos sonhos. O novo tem poder de alterar o rumo das coisas e de originar novos caminhos. Por isto, concentra-te e vê a novidade neste natal e deixa que uma nova felicidade tome conta de ti e da tsua família.

Tem um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo !!!»

Cristina disse...

Caro “aflores”, se fossem só as estações do ano a andar baralhadas… Há por aí muita gente que ainda não encontrou aquilo que procura, tal como diz a música dos U2: “but I still haven't found what I'm looking for…”

Boas Festas!
Que esta época sirva ao menos, para todos pormos as ideias em ordem, e conseguirmos viver em paz, primeiro connosco próprios, pois só assim conseguiremos viver em paz com os outros.

Tudo de bom também para si…

Cristina disse...

Olá amigo João,

A produção ficou aquém do desejado, pois o tempo não permitiu mais passeios e descobertas.

Histórias há-as por todos os recantos, fruto de quem cresceu em Salvaterra, e conhece bem a vila.
E as crianças que não conheceram a vida de outrora, adoram-nas.
E mesmo sabendo que não é bem verdade que a pedra se foi desgastando por causa das ferraduras, não posso contradizer meu pai, pois tudo o resto que está a passar a meu filho, é a mais pura das verdades. E as crianças precisam disto: precisam conhecer as suas raízes, precisam das histórias duras do passado, para aprender a dar valor ao presente, porque tudo, hoje em dia, lhes é dado de mão beijada, e muitos pais esquecem-se que não são os bens materiais que eles vão agradecer no futuro, mas sim a lembrança cultural que lhes formos deixando no presente.

O amigo João também já aderiu ao Facebook? Tem de me dar o seu endereço, pois temos lá uma amiga em comum: a Susana Falhas…

Já querem fazer do Castillo de Peñafiel português? Lol. Isso só pode ser dito por quem não conhece a vila. Mas até aposto que o amigo João deixou lá a sua “marca”, para elucidar tal pessoa, que tão equivocada estava.

Um Natal muito feliz também para si e todos os seus.
Que a sua árvore de Natal se encha com vários embrulhos de saúde, paz, amor, harmonia familiar, e tudo aquilo que mais desejar.

Um abraço natalício.

Cristina disse...

O comentário que não está assinado, pelo conteúdo, só pode ser de minha amiga Ana, sempre presente nos bons e maus momentos de minha vida, e a quem eu só tenho de agradecer por tudo, e principalmente por toda a paciência, pois para além de já ter problemas de sobra, mesmo assim, ainda levou com os meus mais recentes problemas. Obrigada por tudo!

Quanto à produção, não chega para fazer juz a Salvaterra, pois ao vivo, há muito mais por descobrir. E o tempo nesse fim-de-semana não permitiu mais filmagens, pois esteve sempre a chover.

Agradeço e retribuo os votos de Natal.
Quanto ao futuro não vislumbro nada de novo em minha vida, apenas a situação actual em que mergulhei, e da qual peço a Deus, consiga sair e consiga sarar, para aí sim, quem sabe, renovar as esperanças e caminhar por novos trilhos.
A “novidade” neste Natal é demasiado triste, para que haja felicidade…
Mas haja saúde e o estarmos juntos mais um ano, para já ser bom.
Minha querida amiga, gostaria tanto que este Natal tivesse a prenda por que espera há 6 anos, e a maior das felicidades tomasse conta da sua vida, para que nos pudesse contagiar com ela…
Mas como infelizmente não depende de si, olhe, faça como eu: peça saúde e o estar com a família que adoramos.
Um Feliz Natal também para si e todos os seus.
Tudo de bom para todos!